Mafra(SC), Sexta-Feira, 27 de Maio de 2022 - 22:59
10/05/2022 as 02:27 | Por Assessoria |
Últimas do tiroteio com morte produzido por policial federal em momento de fúria
Imagens de câmeras de segurança mostram policial atirando contra vítimas
Fotografo: divulgação
Sem Legenda

A Polícia Civil do Paraná afirmou que a ex-namorada do policial federal Ronaldo Massuia, que disparou contra clientes de um posto de gasolina em Curitiba, implorou para que ele parasse.

 

Segundo a  RPC que teve acesso ao conteúdo do depoimento da namorada do policiaa, a testemunha contou que, na noite do dia 1º de maio, lanchava com amigos em uma mesa dentro da loja conveniências quando a confusão começou.

 

Segundo ele, os amigos o aconselharam a não se envolver. Porém, junto com outros dois rapazes, ele pediu para o policial sair do local afirmando que Massuia estaca incomodando os clientes.

 

 

"Ele não queria sair, tava todo grosseiro. Ele chega até a empurrar alguém e, nessa hora que ele empurra, o rapaz de branco tenta dar dois socos, também não sei se ele chega a acertar um, e nessa hora eu dou um também junto. Então, foi nesse momento que eu acabei dando o soco", relata.

 

A testemunha disse ainda que ouviu Massuia dizer que sacaria uma arma. "Eu tô falando: 'Você vai tirar a pistola pra atirar em inocentes? Você vai entrar no posto e matar civil?'. É isso que eu falo", afirmou à polícia.

 

A ex-namorada do policial federal estava junto com ele no momento da discussão. De acordo com a testemunha, a mulher implorou para que ele parasse.

 

"Na hora que ele sai, a ex-namorada dele começa a gritar muito com ele, falando que toda vez é a mesma coisa, que não tava acreditando nisso, 'Por favor, vamos embora", relatou.

A outra testemunha ouvida nesta segunda-feira disse também ser cliente da loja. No dia do tiroteio, ambos conseguiram fugir a tempo e não foram acertados pelos disparos que mataram o fotógrafo André Fritoli e feriram outras três pessoas.

 

A segunda testemunha afirma que, durante o tempo que ficou dentro da loja de conveniência, o policial federal estava bastante exaltado e insistiu em bater boca com o segurança do local, que não reagiu.

 

"Ele começou a falar e a perguntar pro segurança se ele era policial: 'Você também é polícia, você também é polícia? Qual que é o teu registro?'. Aí foi a hora que eu liguei a antena", contou. Imagens de câmeras de segurança registraram a discussão. 

 

A testemunha diz também que, na tentativa defender o segurança e fazer com que Massuia fosse embora, chegou a empurrar o policial e tentou dar um soco nele. Errou o golpe e, em seguida, ajudou a tirar o agente da loja.

 

 

Para o delegado responsável pelo caso, Wallace de Oliveira Britto, os depoimentos serviram para esclarecer o início da confusão. Porém, na avaliação do delegado, não servem de justificativa para legítima defesa.

 

"Ele veio de forma agressiva, as pessoas reagiram a essa agressividade dele, ele acabou não aceitando esse soco e reagiu dessa forma totalmente absurda", avalia o delegado.

 

DEfesa

Nesta segunda, os cinco advogados que integram a defesa de Ronaldo Massuia pediram à Justiça uma reconstituição simulada do dia dos disparos. A defesa argumenta que ainda existem diversos pontos a ser esclarecidos.

 

A defesa do policial afirmou ainda que os depoimentos desta segunda demonstram que o policial federal foi agredido com um soco no rosto, o que, segundo a defesa, desencadeou a tragédia.

 

A previsão é de que o inquérito seja concluído nesta quarta-feira (11). Antes disso, nesta terça (10), o delegado prevê ouvir a ex-namorada do policial federal.

 

Assista  o vídeo :

Vídeo mostra discussão antes de tiroteio em posto de gasolina em Curitiba
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
00:02/01:33
 
 
 
 

 

Fonte G1 Paraná




Notícias Relacionadas





Entrar na Rede SBC Brasil