Mafra(SC), Sexta-Feira, 27 de Maio de 2022 - 21:58
03/04/2022 as 20:19 | Por Por Carla Aranha |
Risco de recessão...devido a guerra na Ucrânia
Risco é de faltar 35 milhões de toneladas de milho do mercado internacional em 2023
Fotografo: divulgação
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É ou não é....A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) já alertou: a guerra na Ucrânia deve desacelerar o crescimento global em mais de 1 ponto percentual, com impactos maiores na zona do euro. Ao mesmo tempo, a inflação deverá aumentar 2,5% no mundo. “Acredito que estamos subestimando o impacto de médio prazo desta guerra”, disse Laurence Boone, economista-chefe da OCDE, à TV Bloomberg na última sexta, dia 1º.  “Quanto mais a guerra durar, mais incerteza temos e mais preocupados ficamos porque a incerteza impede as compras dos consumidores e os investimentos das empresas”.

 

Poucos países deverão sair incólumes. A Ucrânia e a Rússia lideram setores essenciais para a economia mundial, como o de commodities. Apenas no que diz respeito à produção agrícola, a Ucrânia é responsável por 16% de todos os embarques de milho e 12% das exportações de soja. No total, o país exportou 27 bilhões de dólares em produtos agrícolas no ano passado – as vendas externas de milho somaram quase 6 bilhões de dólares, seguidas por semente de girassol (5,7 bilhões de dólares) e trigo (5,1 bilhões de dólares), segundo o departamento de agricultura dos Estados Unidos.

 

Desde o início do conflito, Kiev já deixou de exportar 15 milhões de toneladas de milho. “As tropas russas impedem os embarques e, além disso, portos como Mariupol estão sob o efeito de bombas”, diz Frederico Humberg, CEO da Agribrasil, uma das maiores exportadoras brasileiras de grãos.

 

A maior preocupação agora é em relação ao plantio da próxima safra, que deveria começar neste mês. A colheita é realizada no final do ano. Conforme a guerra se prolonga, aumentam as chances de uma anormalidade generalizada do calendário agrícola. “É pouco provável que o plantio aconteça”, diz Humberg. O risco é de uma ausência de 35 milhões de toneladas de milho do mercado internacional em 2023.

 




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