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Mafra(SC), Sexta-Feira, 07 de Maio de 2021 - 07:47
18/03/2021 as 20:50 | Por Redação/assessoria | 474
Repercutiu mal internacionalmente a renúncia do presidente do Banco do Brasil
Nona baixa na equipe econômica do governo Bolsonaro
Fotografo: divulgaçao
André Brandão-sbcsul.18.3.21

O anúncio de que o presidente do Banco do Brasil, André Brandão teria deixado a pasta, trouxe apreensão no mercado internacional , porque ele é o nono ocupante de cargo estratégico na equipe econômica montada pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, a deixar o cargo.

 

Antes dele, a saída mais recente tinha sido a de Wagner Lenhart, secretário de Gestão e Desempenho de Pessoal do Ministério da Economia, que no último dia 12 informou que deixaria o cargo.

 

Nesta quinta-feira (18), por meio de fato relevante, o Banco do Brasil informou sobre a renúncia do presidente da instituição.

 

André Brandão permaneceu no posto por menos de seis meses, após ter desagradado ao presidente Jair Bolsonaro em razão do lançamento de um plano de fechamento de cerca de 200 agências e de um programa de demissão voluntária com o objetivo cortar 5 mil vagas. Bolsonaro não concordou com as medidas.

 

É o segundo presidente do BB a deixar o cargo no governo Bolsonaro — o outro foi Rubem Novaes, em julho do ano passado.

 

Também nesta quinta-feira, o Banco Central informou sobre a saída da diretora de Assuntos Internacionais e Riscos Corporativos, Fernanda Nechio.

 

Já deixaram a equipe econômica:

 

junho de 2019: Joaquim Levy, ex-presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES)

setembro de 2019: Marcos Cintra, ex-secretário da Receita Federal (demitido)

junho de 2020: Mansueto Almeida, ex-secretário do Tesouro (único a assumir o cargo antes da chegada de Guedes; ele pediu para sair em junho, mas a exoneração foi publicada pelo governo no mês seguinte)

julho de 2020: Rubem Novaes, ex-presidente do Banco do Brasil

julho de 2020: Caio Megale, ex-secretaria de Fazenda

agosto de 2020: Salim Mattar, secretário especial de Desestatização que anunciou saída do governo nesta terça-feira (11)

agosto de 2020: Paulo Uebel, secretário de Desburocratização, Gestão e Governo Digital que anunciou saída do governo nesta terça-feira (11)

março de 2021: Wagner Lenhart, secretário de Gestão e Desempenho de Pessoal

março de 2021: André Brandão, presidente do Banco do Brasil

Demissões anteriores

 

A primeira baixa na equipe de Guedes ocorreu em junho de 2019, apenas seis meses após a posse do governo Jair Bolsonaro.

 

O então presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Joaquim Levy, entregou carta de demissão a Paulo Guedes após sofrer críticas públicas do presidente Jair Bolsonaro. O presidente chegou a dizer que Levy estava com a "cabeça a prêmio", e que não via lealdade na gestão do economia.

 

Três meses depois, em setembro, o então secretário da Receita Federal, Marcos Cintra, foi demitido após polêmica em um assunto que segue indefinido: a reforma tributária e a possibilidade de criação de um imposto sobre transações eletrônicas, similar à antiga CPMF (imposto do cheque).

 

Em junho deste ano, o secretário do Tesouro Mansueto Almeida anunciou que havia pedido para deixar o cargo. A exoneração foi publicada em julho e, nesta segunda (10), a assessoria do banco privado BTG Pactual informou que Almeida será economista-chefe da instituição a partir de janeiro.

 

Em 24 de julho, o presidente do Banco do Brasil, Rubem Novaes, pediu a Bolsonaro e Guedes para deixar o cargo. Em nota, o banco afirmou que o pedido foi feito "entendendo que a companhia precisa de renovação para enfrentar os momentos futuros de muitas inovações no sistema bancário".

 

Dois dias depois, o diretor de programas da Secretaria de Fazenda, Caio Megale, também acertou a saída do governo.

 

Da lista, Mansueto Almeida foi o único a assumir o cargo antes da chegada de Paulo Guedes. O economista se tornou secretário do Tesouro na gestão Michel Temer, e foi mantido no posto após a sucessão presidencial.

 

Houve ainda uma oitava troca, desta vez não relacionada a disputas ou insatisfações no cargo. O ex-secretário de Comércio Exterior do Ministério da Economia, Marcos Troyjo, deixou o cargo após ser eleito para comandar o Novo Banco de Desenvolvimento, o Banco dos Brics.




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