Fotografo: divulgação
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Câmara de Mafra-sbcsul-11-06-19

O vereador de Mafra, Edenilson Schelbauer (PSB), conseguiu 5 assinaturas para instalar a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Toldos, na Câmara.

 

O objetivo da CPI é investigar as supostas irregularidades no processo licitatório para a contratação de empresas a fim de fornecer toldos e estrutura de montagem, a qual servirá para atender escolas do município.  A compra dos toldos por parte da Prefeitura era uma reivindicação do vereador José Marcos Witt e Adilson Sabatke e que foi atendida pela Secretaria de Educação em outubro de 2018, com abertura da licitação para contratar os serviços e material.

O vereador Schelbauer denunciou superfaturamento de 3.700% em um dos itens da licitação que dizia respeito à escola Beija Flor e posteriormente outro indícios de irregularidades, segundo ele.

A secretária de educação, Estela Bergamini chegou a ir à Câmara, na sessão do dia 4, para explicar o ocorrido. Ela disse que o processo licitatório está correto e que apenas havia sido cometido um erro de digitação, mas que ao examinar toda a documentação qualquer pessoa poderia verificar que não houve alteração nos valores finais de contratação e disse ainda que nada havia sido pago e nem ter sido ainda contratado os serviços de nenhuma das três empresas que concorreram e  estão aptas a fazerem trabalhos para prefeitura. Estela afirmou que – havia posicionamento político do vereador Schelbauer em se autopromover em cima de um erro de um funcionário, que ao fazer a transposição de números teria se equivocado.

Schelbauer disse que a abertura da CPI visa mostrar transparência dos fatos e ele registrou que pedirá desculpas se for provado que ele cometeu um erro ao pedir a CPI. Para o líder de governo na Câmara, vereador Eder Gielgen, a CPI é uma ação desnecessária e que vai trazer dividendos negativos à Câmara.

-É chover no molhado. Todo processo está legal e a Secretária da Educação já explicou o que ocorreu. Nada foi contratado, nada foi pago...uma tempestade num copo d´água - disse Eder.

Schelbauer contestou alegando que ligou para empresas de esquadrias e elas informaram preços bem abaixo do que havia sido licitado. Vereador José Marcos Witt (Wittinho) chegou a dar uma justificativa a variedade de preços de mercado. Disse que empresas estão acostumadas a realizar trabalhos para Prefeitura e levar um ou dois anos para receber e por isso poderiam ter majorado seus preços para o alto e por este motivo também outras empresas não teriam participado do certame licitatório.

-Com os pagamentos em dia, na ordem cronológica, de certo em novas licitações outras empresas vão querer participar e aí os preços caem, porque sabem que vão receber no prazo- argumentou Wittinho.

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A adesão dos parlamentares à CPI teve o mínimo necessário, 5. Favoráveis Edenilson Schelbauer, Abel Bicheski, José Marcos Witt, Dimas Humenhuk e Ary Puttkamer. Este último foi voto decisivo para abertura da CPI. Ary é suplente de vereador pelo PP e assumiu na vaga de Adilson Sabatke por 15 dias. Sabatke está afastado para tratamento de saúde.