Fotografo: divulgação
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Duas tentativas de rebelião no Presídio Regional de Mafra, ocorridas nos dias 19 e 28 de julho, não traz intranquilidade para a direção do presídio, a qual acredita que neste início de agosto, tais acontecimentos não venham a se repetir. Os episódios ocorridos foram considerados isolados, pela administração do presídio.

 

Dia 19, por volta das 15h, a galeria B (presos provisórios) se recusou a voltar para as celas após o banho de sol, por desavenças com a galeria C (seguro). Ato contínuo iniciou-se um tumulto generalizado, com vários atos subversivos como chutes em portas, depredação das celas e objetos fornecidos pela unidade e arremesso de pedaços de concreto contra os Agentes. Em resposta os plantonistas pediram apoio e deram início aos primeiros procedimentos de intervenção com o uso de granadas de efeito moral, gás de pimenta e disparos com munição de elastômero. Durante os atos violentos por parte dos detentos, uns contra outros, alguns internos foram lesionados pelas munições de elastômero e “pedradas”, e todos foram atendidos pela equipe de enfermagem da Unidade e submetidos a exame de corpo de delito. Na sequência, a medida tomada pelo diretor do presídio, Helton Neumann Leal, foi de suspender os benefícios de ligação telefônica e recebimento de cartas até que fosse restabelecida a ordem da Unidade.

 

Dia 28, última terça-feira, novo confronto entre detentos da galeria B contra apenados da galeria C e eles atearam fogo em colchões da unidade. O princípio de incêndio foi contido pelos agentes penitenciários. Em áudio, um detento que recebeu alvará de soltura na semana passada contou que agentes usaram balas de borracha e que a ação dos detentos era de uma rebelião, ação esta desmentida pelo administrador do presídio, que afirmou ser uma –guerra entre detentos de celas. Como represália, a administração do presídio impôs a suspensão do benefício de energia 24 horas, o qual deverá funcionar agora das 22h às 6 horas, além da suspensão de banho de sol por uma semana.

 

Em agosto de 2008, próximo ao dia dos pais, duas tentativas de rebelião no presídio de Mafra foram registradas e 11 detentos escaparam. Em agosto de 2010, nova rebelião e cinco fugiram.