Fotografo: divulgação
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Vcente Saliba-sbcsul.14.07.20

O fator que pesa para o maior interesse de interessados em concorrer a uma cadeira de prefeito ou vereador nas eleições  deste ano é o dinheiro público. Esta será a primeira vez que as campanhas de candidatos a prefeito e a vereador serão pagas com recursos do fundo eleitoral, criado em 2017.
 
 
 
Ao todo, serão R$ 2,035 bilhões divididos entre as 32 siglas do País. Com as maiores bancadas no Congresso, PT e PSL são os que mais receberão recursos - R$ 201,3 milhões e R$ 199,4 milhões, respectivamente. São também as duas legendas com mais pré-candidatos, 13 do PT e 12 do PSL.
 
 
"O fundo eleitoral é um grande motivador. Candidatos vão dispor de recursos para disputar, principalmente, nas capitais e nos municípios acima de 100 mil habitantes", afirmou o analista político do Diap Neuriberg Dias, um dos autores do levantamento.
 
 
O analista também lembra que uma mudança na lei feita pelos deputados no ano passado facilitou a transferência de recursos para prefeituras. Agora, deputados e senadores podem destinar emendas parlamentares diretamente aos municípios, sem a necessidade de aval do governo federal, que muitas vezes usa a liberação do dinheiro como moeda de troca em votações de seu interesse no Congresso.
 
 
"O segundo ponto (que motiva as candidaturas) é ter acesso a recurso orçamentário. Tem as emendas impositivas, pagas obrigatoriamente, e tem agora a transferência especial (feitas diretamente a prefeituras e governos estaduais)", disse Dias.
 
 
Para a cientista política Lara Mesquita, do Centro de Política e Economia do Setor Público (Cepesp-FGV), a candidatura de deputados tem, em alguns casos, a função de manter o parlamentar em evidência com o seu eleitorado. "São, por enquanto, pré-candidatos, não sabemos quais vão se efetivar, muitas vezes são sinalizações de força dentro dos partidos", disse. "A candidatura, mesmo de novatos, pode ser uma estratégia, em cima de sobrevivência, de se fazer conhecido dentro do seu eleitorado."
 
 
O vice-prefeito de Mafra, Vicente Saliba (PSL-SC), é pré-candidato e estará na disputa para poder  comandar o município a partir de 2021.
 
 
-Somente não serei candidato se o partido (PSL) não homologar meu nome na convenção - disse Saliba à imprensa local. 
 
 
 
 
Fonte -  O Estado de S. Paulo/SBCSul