Fotografo: divulgação
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A organização de futebol americano e o sindicato dos jogadores ratificaram em março um acordo de 10 anos que inclui diversas mudanças na liga. Entre essas mudanças, está a flexibilização das regras quanto ao uso da maconha por jogadores da NFL – mudança que a organização resistiu durante muito tempo.

No entanto, essas novas regras não mudam a situação de jogadores que atualmente estão suspensos por violarem a política de abuso de substâncias, visto que eles foram punidos sob o antigo acordo. Esses atletas ainda devem pedir ao comissário Roger Godwell para serem restabelecidos.

Resistência da NFL

A organização do futebol americano resistiu ao afrouxamento da regra durante anos para evitar conflitos com as leis federais e estaduais, já que a substância é proibida em alguns estados. Por outro lado, 31 estados permitem o uso medicinal da maconha e 11 estados, sendo sete com franquias da NFL, permitem qualquer tipo de uso.

Dessa forma, a organização se viu aplicando punições que, por vezes, era mais severa que as leis locais. De todas as franquias da NFL, somente os Green Bay Packers e os Tennessee Titans são de estados que proíbem qualquer uso da maconha.

Regras sobre a maconha em outras ligas

Com as mudanças, a NFL se juntou  a NBA, MLB e outras ligam que flexibilizaram as regras à medida que a aceitação da maconha crescia no país. De fato, a tendência no mundo esportivo é reduzir as penalidades. A MLB, por exemplo, retirou a maconha da lista de substâncias proibidas em dezembro. Agora, ela é tratada da mesma forma que o álcool e só há testes aleatórios nos jogadores caso eles estejam em um programa de tratamento.

Na NBA, os jogadores fazem quatro testes aleatórios durante a temporada. Se um deles for positivo, o jogador entra em um programa de drogas. O segundo teste positivo causa uma multa de US$25 mil e o terceiro resulta em cinco jogos de suspensão.

Apesar de ainda testas os jogadores, a Liga Nacional de Hóquei não pune os atletas caso o resultado dê positivo. No entanto, jogadores com nível alto de THC no sistema são encaminhados para um programa de assistência para uma avaliação. A preocupação

Uso medicinal

A NFL e o sindicato dos jogadores de futebol americano estão estudando os benefícios medicinais da substância, assim como os efeitos viciantes. Em 2016, Eugene Monroe, jogador do Baltimore Ravens, pediu para que os jogadores parassem de ser testados para maconha para que ele e outros jogadores pudessem utilizar a substância para tratar dores crônicas.

Parte do motivo para a pressão dos atletas no afrouxamento das regras são as pesquisas que mostram os riscos de outros tratamentos, como por exemplo, a dependência de remédios prescritos e os danos irreversíveis que podem ser causados por opioides e anti-inflamatórios não esteroides, que são usados para tratar jogadores da NFL.

“As considerações da liga incluíam uma série de questões, incluindo seu status legalmente, mas o mais importante sempre foram os conselhos e recomendações dos profissionais médicos e clínicos”, disse Brian McCarthy, porta-voz da NFL, ao The New York Times