Fotografo: divulgação
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A ex-socialite Sinara Morgan Castagnaro acumula 65 acusações de estelionato registradas na polícia Civil de Balneário Camboriú. Os 65 boletins de ocorrência foram registrados por vítimas de Sinara.
 
A forma narrada é sempre a mesma: ela faz a compra ou usa o serviço e, quando chega na hora de pagar, o “cartão de crédito” não passa. Ela pede pra fazer o pagamento num outro dia, através de transferência bancária ou boleto. A compra, porém, nunca mais é paga. Mais duas vítimas registraram boletins de ocorrência contra Sinara essa semana.
Na Plastipel Embalagens, que fica na Quarta avenida e trabalha com produtos de limpeza, Sinara fez o pedido no dia 21 de julho. Ela gastou R$ 270,45 em produtos de limpeza. A entrega foi no prédio dela, na rua 1111, apto 602, porém ela estava se passando por uma pessoa chamada Nelci. “Quando o rapaz chegou para entregar e tentar receber pela venda, ela simulou passar o cartão, mas o mesmo não passava, apresentava problemas, e então ela pediu pra transferir”, conta a vítima, que preferiu não ter o nome divulgado.
 
Sinara pegou os dados bancários e no dia seguinte enviou o comprovante do suposto pagamento. O comprovante tinha o número de outra conta e a transferência nunca foi creditada. “Mandamos mensagem solicitando nova transferência e ela começou a enrolar, com muitas desculpas esfarrapadas”, conta. A Plastipel registrou queixa na delegacia na terça-feira.
 
Outra loja que registrou BO contra Sinara recentemente foi a Conceito Fit. No dia 1º de julho, ela encomendou um kit de alimentação saudável no valor de R$ 181. Ela pediu para a entrega ser feita no dia seguinte.
Quando a dona da loja ligou para pegar o endereço, Sinara informou que estava no dentista e pediu para o motoboy entregar lá. “Chegando lá o cartão deu erro na leitura, o motoboy ligou e perguntou se trazia as encomendas de volta ou se eu mandava o boleto”, contou a vítima.
A dona não sabia que estava caindo em um golpe e enviou o boleto. “Eu mandei o boleto em seguida e ela disse que chegando em casa faria o pagamento”, comentou. Sinara ainda reclamou que o motoboy só deixou uma sacola de produtos e no final do dia ele ainda voltou para entregar a sacola que faltou. “Chegou a falar que estava com covid e não podia pagar”, conta. Durante toda a negociação, Sinara se apresentou como Delci, que seria dona de um posto de combustível em Navegantes.
 
 
Somente após o golpe, a empresária descobriu que a tal Delci era Sinara. Ela registrou um boletim de ocorrência na polícia Civil e parou de cobrar a dívida porque acredita que não vai mais receber.
Culpa da covid pra não depor à polícia Civil
 
O delegado Júlio César Machado, de Balneário Camboriú, informou que há 18 inquéritos investigando Sinara na delegacia. Ela ainda tem 128 BOs registrados em nome dela, sendo 65 por acusação de estelionato e o restante por fato atípico, denúncias civis, perda de documento, entre outros.
 
Na semana passada, Sinara deveria ter ido até à delegacia pra prestar depoimento em um dos inquéritos de estelionato, mas ela alegou que estava com covid-19 e não compareceu à polícia Civil. Uma nova data deve ser marcada para ouvir a acusada.
 
Também na semana passada um vendedor de queijos esteve armado no apartamento de Sinara tentando cobrar uma dívida de uma compra não quitada. Mesmo com a ameaça, ela não apareceu na delegacia pra registrar o caso.
 
A polícia Civil orienta as vítimas a sempre registrarem o boletim de
ocorrência.
 
A Ficha
 
 
A ficha de Sinara também é longa no ministério Público. Em consulta no site do órgão, Sinara aparece como acusada em cinco processos por estelionato na 1ª Promotoria de Balneário Camboriú, três processos de estelionato na 2ª Promotoria de Balneário , e ainda responde três acusações na 7ª Promotoria por difamação, apropriação indébita e ameaça.
 
 
No Tribunal de Justiça de Santa Catarina, Sinara responde a 12 processos judiciais. A maioria por estelionato, notas promissórias que não foram pagas e danos morais. Ela ainda tem três condenações por estelionato que estão em fase de recurso.
 
 
Entre as compras que fez e não pagou neste ano estão loja de lingerie, cirurgião e clínica de estética, conservas artesanais, compras em mercadinhos e aluguel de materiais de decoração.
 
 
O SBCSul tentou ouvir Sinara Castagnaro por dois dias, mas ela não atendeu ao telefone celular.
 
 
Fonte - Diarinho/BC