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Mafra(SC), Quarta-Feira, 20 de Janeiro de 2021 - 22:47
12/01/2021 as 02:20 | Por Assessoria | 171
Ex-prefeito de Mafra é condenado pela Justiça Civil por desrespeitar concurso público em andamento
Juiz diz que Jango decidiu, por contra própria, contratar profissionais da saúde, em caráter emergencial
Fotografo: divulgaçao
Jango Herbst-sbcsul.12.1.20

O ex-prefeito de Mafra, Jango Herbst, à época político do MDB e eleito para gestão municipal de 2009 a 2012, foi condenado por ato de improbidade administrativa por realizar contratações em caráter emergencial, apesar da existência de concurso público em andamento, com candidatos aprovados aguardando chamada.
 
A decisão é do juiz substituto Júlio César de Borba Mello. Jango foi condenado a uma multa equivalente a três vezes o valor da remuneração, acrescida de juros, recebida pelo agente em março de 2010.
 
A Ação Civil Pública por ato de improbidade administrativa foi movida pelo Ministério Público do Estado de Santa Catarina (MPSC) após alguns candidatos procurarem o órgão para informar irregularidades. Durante o processo judicial, foram ouvidas quatro testemunhas.
 
 
Em sua defesa, o ex-prefeito solicitou a improcedência do pedido formulado, pois, segundo ele, a conduta atribuída não configurou ato de improbidade administrativa, já que havia ausência de indícios mínimos da confirmação dos atos.
 
Questionada sobre este evento, a Procuradoria Geral do Município de Mafra confirmou que o edital nº 002/2009 estava em vigor quando da contratação emergencial, relativo ao Teste Seletivo para temporários do Programa Saúde da Família, além de já ter candidatos aguardando contratação.
 
O juiz destaca que “a administração pública trilha e está balizada pelos princípios, dentre outros, da legalidade e moralidade”.
 
Ainda em sua decisão, o magistrado informa que o réu decidiu, por contra própria, contratar alguns profissionais da saúde diretamente, em caráter emergencial, desrespeitando os que aguardavam chamamento oficial.
 
 
“É a lei quem define até onde o administrador público poderá atuar de forma lícita, sem cometer ilegalidades e, bem assim, como ele deve agir”, explica o juiz.




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