Fotografo: Divulgação
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Ana Catarina-sbcsul.21.07.21

Desde março, as redes sociais, de maneira geral, estão indicando remédios supostamente para combater Covid-19. O vermífugo Ivermectina é o mais comentado e a recomendação farmacêutica é que o consumo se dê com vitamina D, Zinco e Azitromicina. No entanto, neste momento de euforia por ganho real, as distribuidoras de remédios estão realizando a dita - venda casada- ou popularmente conhecida como "combo" por venda desses medicamentos às drogarias e farmácias. Por exemplo, para comprar Ivermectina donos de fármacias precisam adquirir inúmeros outros produtos sem necessidade, muitas vezes com estoque suficiente nas prateleiras. A alternativa encontrada por distribuidoras neste momento de crise devido a pandemia do Covid-19, para realizar a desova de medicamentos de baixa procura acumulado nos depósitos, está deixando donos de farmácias na contra-mão e acarretando dificuldades de caixa. -Os distribuidores estão comercializando medicamentos que estão sendo utilizados pela população neste momento de pandemia através do sistema em combos, para compra da Ivermectina. Nós precisamos adquirir outros produtos, e isso é uma prática injusta - disse a empresária e farmacêutica Ana Catarina Scholze de Souza. Para Ana Catarina, a medida adotada por várias distribuidoras farmacêuticas está acarretando a falta de medicamentos nas prateleiras das farmácias, uma vez que, encarece para as drogarias terem que comprar produtos ou outros medicamentos colocados juntamente no combo, como forma de indução, em especial nesse período de pandemia. Ana Catarina lembra que a prescrição médica para o uso da Ivermectina é para combate a piolhos e sarna e como vermífugo muito receitado é bastante receitado por médicos. A empresária salienta que pacientes com outras doenças, independente do Covid-19, necessitam do medicamento, mas que as farmácias e drogarias não podem comprometer o caixa da empresa para "jogar o jogo das distribuidoras farmacêuticas. -Vários distribuidores estão condicionando a compra de determinados medicamentos, os que são os mais procurados pela população, aos combos, os quais incluem alguns que as distribuidoras têm dificuldades de vender, de pouca procura - afirmou Ana Catarina. O SBCSul registra que a queixa da empresária do ramo farmacêutico se estende a demais farmácias e drogarias do município de todo estado.Outro ponto a ser destacado é que o Conselho Regional de Farmácias divulgou nota de solidariedade aos pequenos empresários do ramo, lamentando que distribuidoras utilizem do artificio do combo para condicionarem a compra de determinados medicamentos, em especial os de alta procura, a quantidades mínimas, porém a ação do CRF de SC se limita apenas na nota de repudio e lamentação.