Fotografo: Gaúcho
...
Emerson-sbcsul-01-06-20

Tímido com as palavras, porém muito talentoso com a bola nos pés. O Centroavante Emerson Christian Ruthes, foi o principal craque do Campeonato Municipal de Futebol de Campo de Rio Negro. E em entrevista exclusiva ao repórter esportivo, Silon do Nascimento (Gaúcho) contou sua trajetória e superação, após que perder seu pai e seu irmão.    
 
O Havaí Futebol Clube, foi onde tudo começou. Quando moleque disputou vários torneios até o primeiro jogo com os adultos pelo Araucária. Começou a treinar com o professor Eduardo Martin Pedro, o qual ensinou muitas coisas fazendo com que se tornasse vice-campeão da Copa Metropolitano.
 
Teve o incentivo do seu pai Luiz Carlos Ruthes, desde muito novo.  Ele e seu irmão, jogaram e treinaram juntos no Havaí F.C, junto com o treinador Eduardo. Mas após algum tempo foi jogar no time de adultos do Alvorada.
 
No entanto em 2011 seu irmão acabou sofrendo um acidente de moto, em que não sobreviveu. Emerson lembra dele com muito carinho: “Era meu ponto de equilíbrio não precisava o ver, eu sabia que ele ia estar ao meu lado sempre. Sabe como é, servimos o quartel e jogamos juntos em uma Olimblind. Ele era meu melhor amigo”.  Após a tragédia Emerson fez uma promessa de que não iria mais jogar bola, mas seu pai em uma conversa pediu para que continuasse. 
 
Então, no mesmo final de semana havia um jogo entre Alvorada e Juventus, rivais na época, conta Emerson. Os dois times, com ocorrido fizeram uma homenagem a ele. O jogador diz que percebeu que não era só ele que tinha perdido um irmão, mas vários jogadores estavam tristes com a situação e tinham perdido um amigo.
 
“Dia 24 de maio deste ano fizeram nove anos que ele me deixou e em janeiro fez três que meu pai se foi também. Hoje carrego os dois comigo, pois são os motivos de defender tudo o que me ensinaram no tempo que estiveram ao lado”, contou emocionado.
 
Emerson passou por várias posições durante sua carreira como jogador. Quando criança era goleiro depois virou zagueiro, com o Professor Eduardo que é sua posição nos jogos atuais. Depois de um tempo pelos lançamentos e marcação virou volante, e depois virou meio campo. Hoje joga de centroavante, mas diz jogar em qualquer posição que precisar.
 
Ele defendeu as equipes do Butuca, Roseira, Cunhupã, Juventus e outras. E hoje defende as cores do Soccer Art atual campeão de Rio Negro, ao qual foi criado a três anos. Um grupo de amigos que se juntaram para jogar bola e já contam com alguns campeonatos e torneios vencidos, ele conta que o mais legal são as amizades feitas.
 
Disputou vários campeonatos, entre eles: o Municipal de Futebol de Rio Negro, Mafra, Campo do Tenente e Quitandinha. Copa Amsulep, Metropolitano, Taça Paraná, Taça Zeppelin entre outros campeonatos entre bairros também.
 
Coleciona vários títulos dos seguintes campeonatos: Retiro de Rio Negro, campeão em 2011 do Campeonato do Campo do Tenente, bicampeão da Copa Metropolitano, campeão do Campeonato Futebol de Campo de Rio Negro pelo Retiro em 2009, campeão da Taça Zeppelin pelo equipe do Real Madrid, campeão- Campeonato de   Campo do Tenente pelo Retiro em 2011. No Olimblind pelo quartel nos anos de 2008, 2010 e 2012. E ainda foi destaque de várias equipes e artilheiro de vários campeonatos.
 
Finalizando, o jogador nos conta algumas histórias que marcaram sua trajetória: “São muitas, mas teve um gol no passado que foi para o Bola Cheia do Fantástico, aconteceu na final de um campeonato no Campo do Tenente no qual meu irmão tinha rompido os ligamentos. Teve outra, que estávamos jogando a semifinal em Campo do Tenente pelo Retiro e tínhamos a final em Quitandinha. Logo depois saímos aos quinze minutos do segundo tempo e um vereador do Campo do Tenente nos disse íamos perder nos dois campeonatos e realmente estávamos perdendo de 1X0. Em Campo do Tenente arrumaram uma Belina e um motorista para levar eu e meu irmão para Quitandinha, chegamos na hora do jogo e fomos campeões. Ganhamos a semifinal no Campo do Tenente, sendo vice-campeão naquele ano. Essa é uma das mais legais”.