Fotografo: divulgação
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Máquinas com adulteração-sbcsul-3-3-20

 

A Câmara de Vereadores de Mafra abriu Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na sessão ordinária desta segunda-feira,2, com objetivo de apurar denúncias de irregularidades apontadas pela Polícia Civil envolvendo servidores municipais em desvios de recursos públicos. A operação policial batizada de Hora Extra ocorreu nas cidades de Mafra e Balneário Barra do Sul, cidade onde está instalada a empreiteira Los Borges e que vinha fraudando equipamentos que marcavam o tempo de horas máquinas por serviços de manutenção de estradas do interior do município de Mafra, com ajuda de servidores municipais que trabalhavam na Secretaria de Obras, denominado Centro de Serviços. A Comissão de Investigação pela Câmara, tem como presidente  o vereador do PDT, Sargento Cirineu, vice João Reiser (PSD) e Edenilson Schelbauer (Relator).

 

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As investigações vão apurar detalhadamente a participação de servidores municipais no esquema de corrupção, o qual culminou com prisão de servidores da Prefeitura. Foram cumpridos em dezembro de 2019, 02 (dois) mandados de busca e apreensão na cidade de Balneário Barra do Sul/SC, onde Peritos do IGP puderam constatar tecnicamente a adulteração dos horímetros, nome este que leva agora  a nomenclatura da CPI -CPI dos Horímetros Também, em dezembro de 2019, foram presos o diretor de Obras da Prefeitura de Mafra, Gilmar Hantes e o Encarregado da Empresa Terceirizada, porém, segue foragido o Proprietário da Empresa vencedora da licitação. O servidor de Mafra, Gilmar, ficou encarcerado por 38 dias no Presídio Regional de Mafra e está afastado do trabalho sob investigação interna.Os outros dois não chegaram a serem recolhidos ao Presídio.

 

A diligências investigatórias da Câmara pretendem ouvir todos os envolvidos no caso e saber se mais alguém está por trás do esquema. Na ocasião, o delegado Nelson Vidal da Polícia Civil apreendeu computadores da Prefeitura a fim de fiscalizar o pagamento de horas extras pelas máquinas que estavam paradas. Schelbauer aponta que servidores afastados do trabalho, incluindo o secretário de Obras, Edolar Santos Carlim, vulgo Asinha, continua recebendo salário de secretário de cerca de R$ 8 mil.