Fotografo: divulgação
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Itália 4 dias atrás-sbcsul.7.10.20

 
 Em meio ao crescimento dos casos diários do novo coronavírus na Itália, o governo pediu “rigor” à população para evitar o retorno de medidas restritivas para conter a pandemia.   
 
O primeiro-ministro Giuseppe Conte assinou um decreto que prorroga o estado de emergência no país, em vigor desde 31 de janeiro e previsto para terminar em 15 de outubro, até 31 de janeiro de 2021, mas não introduz nenhuma restrição a atividades sociais ou econômicas.   
 
“Queremos ser mais rigorosos para evitar novas medidas restritivas para as atividades produtivas”, disse Conte nesta quarta-feira (7), após a reunião de gabinete para aprovação do decreto.   
 
 
Apesar de não restringir setores da economia, o texto passa a exigir máscaras em todos os lugares fechados, com exceção de residências, e em locais a céu aberto sempre que a pessoa estiver perto de alguém com quem não convive normalmente.   
 
Na prática, os cidadãos terão de usar máscaras em todos os lugares, a não ser em casa ou em áreas isoladas, como montanhas ou bosques.   
 
Além disso, Conte recomendou que as pessoas usem proteção facial e mantenham distanciamento mesmo quando recebem convidados em casa, sejam amigos ou parentes. “Devemos estar atentos mesmo em família. São nessas situações em que se difunde o contágio”, declarou o premiê.   
 
 
Participando de um congresso em Villasimius, na Sardenha, o ministro da Saúde, Roberto Speranza, fez eco aos apelos de Conte. “É o momento de aumentar a atenção, aquela mesma que nos ajudou nos dias mais difíceis”, disse.   
 
Speranza afirmou que o governo trabalha “dia e noite” para evitar um segundo lockdown nacional, mas não quis descartar essa hipótese. “Sabemos que um lockdown tem um custo, porém os resultados de duas, três ou quatro semanas não estão escritos no céu. Ninguém sabe o que acontecerá, vai depender muito do comportamento das pessoas”, acrescentou.   
 
Crescimento – A Itália registrou 3.678 novos casos do coronavírus Sars-CoV-2 nesta quarta-feira, maior número para um único dia desde 16 de abril, quando haviam sido contabilizados 3.786 contágios.   
 
Naquela época, o país ainda vivenciava o lockdown decretado pelo governo para combater a pandemia e que vigorou até 18 de maio.   
 
Para efeito de comparação, em 10 de março, quando começou a quarentena nacional, foram registrados 977 novos casos.   
 
 
 
De acordo com o boletim atualizado do Ministério da Saúde, a Itália soma agora 333.940 diagnósticos positivos e 36.061 óbitos causados pelo novo coronavírus, após um acréscimo de 31 vítimas em 24 horas, maior cifra desde 25 de junho, com 34.   
 
Já o número de casos ativos subiu para 62.576, valor que não era visto desde 20 de maio, com 62.752. O país vem de 11 semanas seguidas de crescimento nos novos contágios e de sete semanas de alta nos óbitos. (ANSA).