Chapa 2 pede na justiça o afastamento do presidente da Câmara de Mafra


Sessão com ânimos acirrados pós decisão judical

POLÍTICA Publicada: 29/11/2017 22:18:29 Autor: Sinval Campelo
Foto: divulgação
Cãmara de Mafra.

Uma decisão que acaba com a harmonia entre os vereadores na Câmara Municipal de Mafra. A chapa 2 que concorria a presidência da Casa para o ano de 2018, composta pela vereadora Claudia Buss(PTB) candidata a presidente; Edenilson Scherbauer (PSB),Abel Bicheski (Bello-PCdoB), José Marcos Witt (Wittinho-PDT) e Dimas Humenhuk (PTB) como apoiadores ingressou hoje (quarta-feira 24) na Justiça com pedido de mandado de segurança contra o vereador presidente da Casa, Eder Gielgen (PMDB) e Adilson Sabatke (PP), os quais são atuais presidente e vice, pedindo o afastamento dos dois que ocupam os cargos de maior importância e de decisão na Mesa Diretora da Câmara.

Os bastidores deste episódio

 

Cotado para ser presidente da Câmara em 2018, diante do apoio do Executivo, o vereador Adilson Sabatke (PP) formalizou chapa para concorrer a cadeira de presidente. Na sexta-feira (24), protocolou na Casa a chapa 1. Pelo regimento interno da Câmara, a chapa precisa ter assinatura de seus membros e estas devem ser formalizadas na presença de testemunhas. Adilson entregou documento da chapa às 8h30 e não se deu conta que todos os movimentos de entrada e saida de pessoas são registrados por câmeras de segurança. Adilson estava sozinho quando protocolou a chapa, as assinaturas já estavam formuladas no documento, mas sem a devida presença dos vereadores e de testemunha de que eles realmente assinaram a chapa, como requeria o edital.
 

 

O vereador Edenilson Scherbauer, sendo ex-policial, buscou imagens de entrada do vereador Adilson na Casa e se certificou de que ele estava sozinho. Tornando assim, a inscrição da chapa irregular. Na sessão de segunda-feira,27, a noite, foi apresentado a chapa 2, sabendo eles, de antemão que a chapa 1 estava irregular e cabivel de ser rejeitada. E os vereadores Bello e Scherbauer manifestaram o desejo que o presidente Eder desse um parecer sobre a impugnação da chapa 1. Wittinho disse que entrou na chapa 2 por questões de palavra que havia dado a colega Claudia antes mesmo da chapa 1 ser formalizada.
 

 

Na terça, 28, Eder Gielgen resolve colocar em votação as duas chapas. Adilson teria o apoio de mais seis colegas e Claudia de mais 4.Pela lógica Adilson ganharia. Mas um mandado de segurança foi impetrado pela Chapa 2 e o oficial de justiça entregou ao presidente Eder Gielgen momentos antes do início da sessão e o tumulto começou...
 

 

Após leitura do mandado, onde o Juiz pedia que a chapa 1 fosse impugnada, Eder começou a receber pressão para que o advogado da chapa 2 fosse ouvido em plenário. Eder negou, levando ao vereador Bello e a vereadora Claudia e Wittinho a se manifestarem contrários alegando autoritarismo. Eder então suspendeu a sessão com a alegação de que, ele como presidente não estaria conseguindo ministrar a sessão com várias interrupções feitas pelos vereadores da chapa 2, as quais ele considerou ofensiva. Com Eder sairam do plenário e da Câmara´toda chapa que apoiava Adilson, ficando cinco vereadores. CLaudia quis recomeçar a sessão, sendo ela secretária da Mesa, mas foi alertada de que, no minimo tem que ter 7 vereadores na Casa para se ter uma sessão.
 

 

Exaltado, o vereador Bello disse que Eder não 'era homem' por deixar o plenário levando com ele outros seis vereadores. Ouviu de Eder, a expressão -mas olha quem tá falando..! Ainda com ânimos acirrados, Scherbauer expulsou o vereador colega de partido, Valdir Sokolski (PSD), dizendo sai sai sai..o que você tá fazendo aqui... e Valdir se defendeu dizendo - tô do lado de fora do plenário, é público e eu fico onde eu quero -,mas em seguida se retirou, acompanhando Eder e os outros. Bello descutiu ainda, com o radialista Márcio que estava assistindo a sessão. Bello se indignou com a presença do repórter e fez gestos agressivos com os braços e disse - agora quero ver,sempre entrevista quem ele quer e não vai poder entrevistar o Adilson...vai...vem aqui e entrevista a Claudia e ouviu de Márcio, você disse tudo, eu entrevisto quem eu quero...e a vereadora Claudia interrompeu a discussão e acalmou os ânimos.  (esses momentos de ânimos exaltados não foram gravados pelas imagens da Câmara).
 

 

Na sala de reuniões, a chapa 2 formulou uma ata onde comentou o ocorrido, seguindo o entendimento deles e que pedia o afastamento do presidente Eder e Adilson, que fosse feito pelo Poder Judiciário através de uma liminar, a qual garantiria Claudia Buss comandar a Mesa Diretora até o final do ano, sendo ela a secretária, e presidente e vice destituidos. As sessões do Legislativo de Mafra estão suspensas, até uma segunda ordem, talvez judicial.
 

 

Nota
O presidente Eder Gielgen divulgou nota a imprensa pedindo desculpas á comunidade pelo ocorrido durante a sessão, mas voltou a reiteirar de que estava em seu direito de suspender a sessão. Segundo ele- diante de ânimos exaltados dos vereadores e de que não haveria o que votar, pois a Justiça havia impugnado a eleição da nova mesa diretora. Eder diz estar aberto ao diálogo.

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