Fotografo: divulgação
...
Sanepar em Rio Negro-sbcsul.26.08.20

O governador Ratinho Júnior (PSD) pode reverter o aumento de 9,62% da tarifa de água e esgoto pedido pela Sanepar e aprovado pela Agência Reguladora de Serviços Públicos do Paraná (Agepar) ontem, segundo informou o deputado Hussein Bakri (PSD) e segundo ele, todos os parlamentares da base governista consideram que, diante da pandemia do Covid-19, não é o momento para aumentar a tarifa.

“Tenho a informação de que o governador realmente está estudando a possibilidade de que possa fazer uma reversão desse quadro. Eu, pessoalmente, como líder do governo, e toda a nossa base de deputados, não concordamos com o momento desse aumento. Isso foi dito claramente para o governo, inclusive para o chefe da Casa Civil”, disse Bakri à imprensa da Capital.

 

Na Assembleia Legislativa, parlamentares querem que a Agepar forneça todos os laudos técnicos de cálculo que serviu de base para solicitar  o aumento na tarifa para os consumidores. Em 2016, a Sanepar pediu e a Agepar homologou um reajuste, o qual teria servido para equiparar aos valores atrasados, de 25,63%. Para que o valor não fosse aplicado na conta da água imediatamente, deferiu-se um adiamento, em oito parcelas, até 2024, corrigido pela Selic e somado à inflação dos meses anteriores.

No ano passado, o Tribunal de Contas chegou a suspender parte do reajuste de 12,13% que havia sido proposto, mas depois autorizou a aplicação do reajuste total.

Conforme declarado pelo site BemParaná , o líder da bancada do PT, deputado Tadeu Veneri, teria feito levantamento indicando que entre 2016 e 2019, a Sanepar já reajustou a tarifa da água em 47,03%, índice que seria 17% acima da inflação do período. “No segundo trimestre de 2019 a Sanepar teve um lucro líquido de R$ 1,2 bilhão de lucro devido ao reajuste do ano passado”, explicou.

 

“O povo com dificuldade por conta da pandemia. Empresa fechando, pessoas desempregadas, maior crise hídrica da história do Paraná e a gente aumentando a tarifa da água. Quero aqui pedir para que o governador tenha sensibilidade, dialogue com a empresa, e a gente não deixe acontecer isso com o povo paranaense, que está sufocado financeiramente”, argumentou o deputado Arilson Chiorato (PT).